Seu Edmilson trabalha no local a sete anos |
Bastam alguns minutos no lixão municipal para que muitas histórias comecem a brotar, ali mesmo, os catadores que trabalham no local fazem relatos dos mais diversos objetos encontrados, roupas, pedaços de móveis, discos, comida, e muito material reciclável o que garante o sustento de várias famílias.
Nestes últimos dias uma ação judicial limita o uso do local e prevê a sua não utilização em breve, o que preocupa os trabalhadores da reciclagem, trabalhamos aqui durante mais de seis horas diárias, alimentamos nossas famílias com o dinheiro que ganhos, não sei fazer outra coisa, o que vou fazer se não tiver como trabalhar, indaga seu José em tom de indignação.
O local é muito grande e lixo é que não falta, cada um tem seu espaço onde em grandes sacolas (sacos) juntam os materiais que ficam a espera do comprador, ele vem da cidade de Pelotas e ai paga pelo material reciclado no local, são garrafas Pets, latas, garrafas de vidro, plásticos, papel e muito mais.
A cada vez que o caminhão da Prefeitura Municipal chega no local é correria na certa, na tarde desta terça-feira (22) presenciamos crianças trabalhando no local e isso é lamentável, quais são os sonhos de uma criança que por necessidade faz de sua rotina diária uma exposição a acidentes, risco de doenças e tudo para garantir o sustento da família.
No dia 10 de junho, o Governo do Estado do Rio Grande do Sul, através da Secretaria de Habitação, Saneamento e Desenvolvimento Urbano, juntamente com a Metroplan, assinou Convênio da Consulta Popular/2008 com o município de Canguçu para a construção de um galpão de reciclagem de lixo.
Estiveram presentes no ato da assinatura, o Secretário de Habitação, Saneamento e Desenvolvimento Urbano, Marco Alba; o Diretor de Gestão Territorial da Metroplan, Luiz Carlos Valdes Flores; o Prefeito de Canguçu, Cássio Luiz Freitas Mota; e os técnicos da Metroplan, Francisco Mota e Jones Susin.
O valor total do convênio é de R$104 mil, sendo R$ 75 mil provenientes da Metroplan através dos recursos da Consulta Popular, e o restante, R$ 29 mil a cargo do município
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