A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, recebeu na manhã de quarta-feira, dia 29, os representantes das entidades do setor orizícola, da indústria, um grupo de parlamentares e a senadora Ana Amélia Lemos. O encontro foi para dar sequência à apresentação das reivindicações do setor, conforme debate em audiência pública na Câmara dos Deputados, proposta pelo deputado federal Afonso Hamm (PP-RS), que também participou da reunião. Os participantes reforçaram o pedido para efetivação de medidas mais efetivas do governo para conter os prejuízos resultantes do excesso de produção do arroz e da queda do preço do produto.
No encontro, ficou definido que uma equipe técnica do Governo Federal, parlamentares e representantes das entidades orizícolas atuarão em conjunto para num prazo de 72 horas detalharem as principais reivindicações que ainda não foram atendidas nas medidas anunciadas pelo governo federal.
Solicitações
O principal pleito dos arrozeiros é em relação à subvenção e a prorrogação das dívidas dos arrozeiros. No entanto, a ministra relatou que o governo não terá como conceder um programa de subvenção direta ao produtor, conforme solicitado. Ela salientou que irá aguardar as medidas já anunciadas pelo governo federal, pra dar continuidade ao diálogo com os representantes dos estados produtores e das entidades que representam o setor.
O deputado Afonso Hamm salientou que o setor tem os números de maior prejuízo e complexidade de toda a cadeia da agricultura. “Outro ponto destacável é sobre segurança alimentar, tendo em vista que essa oferta atual e com a desagregação desse segmento, é do ponto de vista estratégico, justamente a condição do abastecimento e dos excedentes”, relata.
Assim, Hamm detalha sobre a necessidade emergencial de viabilizar mais garantias ao setor como a renegociação das dívidas e efetivar melhores preços ao produto. Ainda salientou sobre a importância dos parlamentares se integrarem ao grupo de trabalho com o propósito de definir ações visando dar resposta com maior brevidade aos produtores.
“Temos que estabelecer os itens de urgência e efetivar algumas ações para viabilizar melhorias ao setor arrozeiro, com indicativos diferenciados”, argumenta Hamm ao ressaltar que outro ponto é a questão da Conab, que tem alternativa de credenciamento e habilitação do uso do arroz.
Foto: Deputado e a Ministra Gleisi Hoffmann
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