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Vacina contra a Dengue só depende do registro da Anvisa


Preocupado com o avanço da dengue no Rio Grande do Sul, o deputado estadual Pedro Pereira (PSDB), esteve reunido com representantes do laboratório que desenvolveu uma vacina contra os quatro tipos de vírus da doença. Segundo Marcello Scattollini e Márcio Avila, da Sanofi Pasteur, a única pendência é a liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Para Pedro Pereira, que é médico, “a notícia é muito importante porque nos últimos 50 anos, os casos de dengue cresceram 30% e a estimativa é de que 230 milhões de pessoas sejam infectadas anualmente em todo o mundo”.

A vacina foi elaborada a partir de uma pesquisa que durou 20 anos, período em que 40 mil pessoas foram estudadas em cinco países da Ásia e outros cinco da América Latina. Segundo Scattolini, ela tem eficiência de 60% na imunização da dengue, reduzindo em 95% os casos graves e em 80% a necessidade de hospitalização de pessoas contaminadas pelo vírus. A faixa etária para vacinação, em três doses, é de nove a 60 anos.

O deputado Pedro Pereira se comprometeu a levar estas informações à Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Assembleia Legislativa. Segundo levantamento da Secretaria Estadual da Saúde, divulgado em agosto, neste ano foram confirmados no Rio Grande do Sul 1.240 casos, sendo 205 contraídos em outras regiões do Brasil e no exterior (importados) e 1.035 no próprio Estado (autóctones), provocando a morte de duas mulheres, uma em Santo Ângelo e a outra em Panambi.

O número de casos autóctones registrados, em 2015, em três municípios gaúchos é alarmante:  Caibaté (268), Santo Ângelo (254) e Panambi (228). Também houve registros de dengue em outras 32 cidades: Alvorada, Boa Vista do Sul, Caibaté, Campina das Missões, Carazinho, Cerro Largo, Entre-Ijuís, Erval Seco, Giruá, Guarani das Missões, Horizontina, Ibirubá, Ijuí, Mato Queimado, Novo Tiradentes, Osório, Panambi, Passo Fundo, Porto Alegre, Porto Xavier, Redentora, Rodeio Bonito, Rosário do Sul, Santa Rosa, Santiago, Santo Ângelo, São Luiz Gonzaga, São Miguel das Missões, Sarandi, Torres, Três de Maio e Viamão.

No mundo, até o momento, não existe nenhuma vacina contra a dengue aprovada pelos órgãos reguladores. No Brasil, dois laboratórios estão investigando a vacina de maneira avançada, o Instituto Butantã, em São Paulo, e a Fundação Oswaldo Cruz, em Manguinhos, no Rio de Janeiro. E por isso, o deputado Pedro Pereira alerta à população para que não deixe água acumulada em latas, embalagens, pneus, vasos de plantas, jarros, garrafas, caixas d’água e outro recipientes. Esta é a forma mais eficiente para prevenir a proliferação do Aedis Aegypti, o mosquito transmissor da doença.

Rafael Ribeiro – MTE 17665/RS 
Foto: Manoel Filho
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