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Alternativa para o jovem rural será apresentada em seminário


Setembro 2015 - Até o dia 30 de setembro estão abertas as inscrições para o IV Seminário de Aprendizagem Profissional, promovido pelo Fórum Gaúcho de Aprendizagem Profissional (FOGAP) com o apoio dos Parceiros da Aprendizagem e o Ministério do Trabalho e Emprego. O evento acontece no dia 06 de outubro, no auditório central da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), e terá como tema Lei da Aprendizagem: semeia e cultiva profissionais.

De acordo com a organização do seminário, o objetivo do encontro será fomentar a aprendizagem profissional no meio rural, com abordagens voltadas à legislação relacionada, sua importância e contribuição social, bem como com relatos de experiências de aprendizagem profissional no meio rural. As atividades iniciam às 8h30 com o credenciamento dos inscritos. A solenidade de abertura está programada para 10 horas, com encerramento previsto para 17 horas. Interessados podem se inscrever pelo site http://www.forumgauchoap.com.br/inscricoes-seminario/.

Durante a programação, será apresentada aos participantes a primeira ação do Instituto Crescer Legal: o Programa de Aprendizagem Rural, cujo piloto durará aproximadamente um ano, com atividades práticas e teóricas (mínimo de 800 horas). Considerado uma novidade no campo, o piloto será promovido em diferentes municípios do Vale do Rio Pardo em 2016 e servirá como base para alinhar o conteúdo e o formato do curso, visando atender à demanda por qualificação dos jovens do meio rural para administração da propriedade, a sucessão, agregar tecnologia e possibilitar a prática de forma orientada e voltada à aprendizagem. 

Segundo o diretor presidente, Iro Schünke, o programa visa atender um dos grandes questionamentos dos produtores de tabaco: o que os adolescentes devem fazer se não podem trabalhar? "Atuamos no combate ao trabalho infantil desde 1998 e acumulamos uma grande experiência nesse sentido, bem como importantes avanços. Ao mesmo tempo, percebemos defasagens para atender os adolescentes no meio rural. A falta de educação voltada para a realidade no campo faz, cada vez mais, os jovens optarem pelas cidades e, em alguns casos, exercerem atividades na propriedade que não são permitidas pela legislação a menores de 18 anos. Esse é o tipo de cenário que o Instituto Crescer Legal quer mudar. Usaremos o passado para projetar e melhorar o futuro das crianças e adolescentes no meio rural", explica Schünke.


SAIBA MAIS - Considerado um case de sucesso na agricultura familiar, o setor de tabaco é pioneiro no combate ao trabalho infantil no meio rural, sendo o único a exigir o comprovante de matrícula dos filhos dos agricultores em idade escolar e o atestado de frequência para a renovação do contrato comercial existente entre empresas e produtores, dentro do Sistema Integrado de Produção de Tabaco. 

Há mais de 15 anos, desenvolve ações para conscientizar o produtor a cumprir a legislação, uma vez que menores de 18 anos não podem trabalhar na lavoura. De acordo com o último censo do IBGE (2010), foi na produção de tabaco nas pequenas propriedades o maior índice de redução do trabalho infantil no País, em comparação com dados do penúltimo censo, realizado no ano 2000. 

Com o intuito de ampliar a busca de alternativas para os jovens e, ao mesmo tempo, continuar promovendo o combate ao trabalho infantil, surge o Instituto Crescer Legal, uma iniciativa do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e suas empresas associadas, que tomou forma com o apoio e adesão de pessoas e entidades envolvidas com a educação e com o combate ao trabalho infantil, em especial em áreas com plantio de tabaco, na Região Sul do País.

Foto: Iro Schünke, diretor presidente do Instituto Crescer Legal (Santa Cruz do Sul/RS) Fotos: Carlos Nyland
Eliana Stülp Kroth 
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