Foto: Divulgação
O Circo Fantástico, que passou 10 dias em Canguçu (RS) e motivou nova diretriz
Para a maioria dos habitantes de Canguçu, no Rio Grande do Sul, o
anúncio da estadia do Circo Fantástico por 10 dias em setembro de 2011
significou apenas uma opção de lazer. Para as professoras da escola Dom
Pedro 2º, no bairro Isabel, no entanto, era um enorme desafio: receber,
avaliar, ensinar e dar um parecer de aprendizado a cinco crianças que
estudariam ali apenas neste período.
A equipe pedagógica observou o histórico escolar e os cadernos dos estudantes que chegaram com data para ir embora o mais rápido que pode. No primeiro dia, as docentes das três salas em que as crianças foram matriculadas começaram a inclui-los nas atividades. “Tudo foi muito rápido, mas a gente quis saber como fazer nos próximos casos para garantir o melhor para estas crianças”, conta a orientadora pedagógica, Vera Lopes.
A equipe pedagógica observou o histórico escolar e os cadernos dos estudantes que chegaram com data para ir embora o mais rápido que pode. No primeiro dia, as docentes das três salas em que as crianças foram matriculadas começaram a inclui-los nas atividades. “Tudo foi muito rápido, mas a gente quis saber como fazer nos próximos casos para garantir o melhor para estas crianças”, conta a orientadora pedagógica, Vera Lopes.
O questionamento da escola foi para o Conselho Municipal de Educação do município de 53 mil habitantes considerado a capital gaúcha da agricultura familiar. Na dúvida, os conselheiros perguntaram ao Conselho Estadual do Rio Grande do Sul que, por sua vez, também repassou as perguntas ao Conselho Nacional de Educação (CNE). A resposta do órgão federal veio nesta segunda-feira.
Desde então, os alunos já passaram por mais quatro cidades. Em dezembro,
concluíram o ano em Florianópolis, já em Santa Catarina e, na semana
que vem, iniciam o ano letivo de 2012 em Criciúma. Uma escola que ainda
não sabe, vai recebê-los.
Roberta Braunig, performista no Circo Fantástico, mãe de três e tia de duas crianças itinerantes conta que não tem problemas na matrícula. "Antigamente, às vezes, alguma cidade se enrolava em burocracia, hoje em dia, eu ando com todos os documentos e não tenho problemas há anos”, diz.
O parecer do CNE garante o acesso à educação mesmo sem documentos. Crianças que não tiverem histórico escolar devem ser matriculadas nas séries correspondentes a idade até que uma avaliação pedagógica seja feita. O documento, que aguarda homologação do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, determina que as redes se preparem para situações como esta e o governo federal faça campanhas de esclarecimento.
Roberta Braunig, performista no Circo Fantástico, mãe de três e tia de duas crianças itinerantes conta que não tem problemas na matrícula. "Antigamente, às vezes, alguma cidade se enrolava em burocracia, hoje em dia, eu ando com todos os documentos e não tenho problemas há anos”, diz.
O parecer do CNE garante o acesso à educação mesmo sem documentos. Crianças que não tiverem histórico escolar devem ser matriculadas nas séries correspondentes a idade até que uma avaliação pedagógica seja feita. O documento, que aguarda homologação do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, determina que as redes se preparem para situações como esta e o governo federal faça campanhas de esclarecimento.
Em Canguçu, o secretário municipal Andreo Aguiar e as professoras
decidiram produzir um diagnóstico dos 10 dias para que as famílias
pudessem levar para as outras cidades. “A nossa ideia foi facilitar o
trabalho de outras equipes e garantir a continuação do estudo destas
crianças, que adoram escola”, conta ele, lembrando que muitos colegas
foram assistir ao trabalho dos estudantes itinerantes e, mesmo com pouco
tempo, houve “choradeira” na despedida. “Estas meninas e meninos vivem
em um mundo diferente e atraente para as crianças e a escola é o
ambiente de convivência com o nosso mundo”, afirma.
Roberta não sabia que sua família tinha estimulado um parecer nacional até ser contatada pela reportagem do iG. Ela ficou satisfeita. “Levo a educação deles muito a sério e espero que as escolas os recebam ainda melhor agora.”
Roberta não sabia que sua família tinha estimulado um parecer nacional até ser contatada pela reportagem do iG. Ela ficou satisfeita. “Levo a educação deles muito a sério e espero que as escolas os recebam ainda melhor agora.”
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